sexta-feira, 25 de março de 2011

Célula apresentadora de antígeno

São células imunocompetentes que mediam a resposta imune celular através do processamento e apresentação de antígenos para os receptores das células T.
As células tradicionais que apresentam antígeno incluem os macrófagos, células dendríticas, células de Langherans e os Linfócitos B. Para alguns autores as células dendríticas foliculares são também consideradas células que apresentam antígeno.
Essas células são essenciais para que ocorra a resposta imunológica.

Tipagem sanguínea

Tipagem sanguínea é um exame realizado para saber qual tipo sanguíneo e fator Rh de um indivíduo. Este teste, realizado por profissionais como farmacêuticos, médicos e biomédicos, é fundamental para transfusões de sangue.
Existem quatro grupos possíveis de tipos sanguíneos: A, B, AB ou O. Esta definição é conhecido como “Sistema ABO”, e foi descoberto pelo cientista austríaco Karl Landsteiner, no ano de 1901.
O exame de tipagem sanguínea é feito a olho nu. Em uma lâmina é colocada uma gota de sangue, juntamente com uma gota de soro anti-B e anti-A. Se não houver aglutinação entre os três elementos, o sangue é do grupo O. Se houver aglutinação com o soro anti-B, trata-se de sangue do grupo B, o mesmo vale para o anti-soro A. Caso haja aglutinação com os dois soros, o sangue em exame é do grupo AB.
O Fator Rh é determinado por um antígeno presente nas hemácias de 85% pessoas. Este grupo de indivíduos tem o chamado Rh positivo, enquanto que o restante da população tem o fator Rh negativo.
No caso de transfusões de sangue, os grupos sanguíneos são de suma importância. Devido a presença de aglutininas (que funcionam como anticorpos que agem na destruição de hemácias), que podem ser anti-A ou anti-B. O sangue AB não possui aglutininas, portanto, pode receber qualquer tipo de sangue. Já o tipo O não possuem aglutinogênios (hemácias) e só podem receber sangue do mesmo grupo.

Imunógenos e antígenos


A função primordial do Sistema Imune é discriminar o que é próprio (self) do que é estranho ou não-próprio (not-self). Este sistema é capaz de distinguir entre macromoléculas que são sintetizadas pelo próprio organismo (self) daquelas que estão sendo ou foram produzidas por organismos com genoma diferente (not-self). Dessa forma, o funcionamento desse sistema garante a manutenção da homeostase genética. O sistema imune é capaz de responder a um determinado antígeno através da atuação e interação entre células apresentadoras de antígenos, linfócitos B e linfócitos T. Quando essas macromoléculas são não próprias (not-self), o sistema imune as reconhece como estranhas e reage contra elas. Nesta situação, o antígeno é denominado imunógeno, havendo a produção de anticorpos pelos linfócitos B, ativação de linfócitos T e geração de células de memória, cuja função será eliminar ou conter esse antígeno e o microorganismo que o produziu. Alternativamente, o sistema imune pode reconhecer um antígeno como sendo próprio (self). Neste caso, normalmente não há a produção de uma resposta imune efetora, pois o sistema imune tolerante a essa molécula, esse fenômeno é conhecido como tolerância imunológica. Em determinadas situações pode haver quebra dessa tolerância e o sistema imune reage contra o próprio organismo, produzindo auto-anticorpos, podendo eventualmente desenvolver uma doença auto-imune.
Apenas as regiões mais polares e expostas da molécula de antígeno são capazes de estimular a formação de anticorpos pelos linfócitos B. Essas porções mais superficiais são denominadas determinantes antigênicos ou epitopos e interagem com o sítio combinatório do anticorpo ou paratopo. Essa interação é mantida por forças fracas, do mesmo tipo que mantêm o complexo enzima-substrato, como forças iônicas, pontes de hidrogênio, van der Waals e hidrofóbicas. O fato dessas forças terem baixa energia livre (<20 Kcal/mol), ao contrário da ligação covalente (>40 Kcal/mol), garante o fenômeno da especificidade antígeno-anticorpo.
Apesar do sistema imune ter evoluido para detectar macromoléculas, ele pode reconhecer e reagir contra micromoléculas, desde que estas estejam ligadas covalentemente a uma macromolécula. Neste caso a micromolécula é denominada hapteno e a macromolécula carreador. Uma vez produzido o anticorpo contra o hapteno, e concomitantemente contra a proteína carreadora, este anticorpo anti-hapteno pode se combinar com a micromolécula solúvel, mesmo sem estar acoplada ao carreador.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Inchaço dos glânglios

Os linfonodos tem papel essencial na defesa do corpo contra infecções. logo, o inchaço dos linfonodos é resultante de infecções localizadas ou sistêmica.Como regra, o inchaço é geralmente causado por uma lesão ou por uma infecção quando aparece repentinamente e apresenta-se doloroso. O aumento que aparece gradualmente e sem dor pode ser resultado de uma malignidade ou  tumor. 
Patógenos podem provocar infecções em qualquer lugar do corpo. Porém, os linfócitos (tipo de células brancas que combatem infecções) encontram os antígenos (substância que desencadeia a fabricação de anticorpos contra infecções) nos órgãos linfóides periféricos, os quais incluem os linfonodos. Depois dos linfócitos encontrarem os antígenos eles saem dos linfonodos e recirculam continuamente pelos órgãos linfóides periféricos. O estado dos linfonodos depende da infecção. Durante uma infecção, os linfonodos podem se expandir, o que é comumente chamado de gânglios inchados.
Esse funcionamento do linfonodo é comparado ao sistema de ronda empregado em nossa cidade (Juazeiro do Norte) que detecta qualquer infração mais próxima, agindo contra elas, na defesa da cidade  dos cidadãos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O papel dos órgãos linfóides secundários na resposta imunológica adaptativa

Na resposta imune adptativa, acontece quando na presença de um antígeno, as células apresentadoras de antígeno, o captura na periferia e migra até o linfonodo mais próximo onde interage com o linfócito T. Quando a informação chega ao TCD4, este se comunica através de proteínas que vão pelo sangue ou pela linfa, comunica então, com o órgão linfóide secundário e pode produzir os anticorpos específicos para os antígenos.
Portanto, os órgãos linfóides secundários funcionam como portos de navios, onde as mercadorias chegam e onde também são distribuídos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Órgãos linfóides primários e secundários

                Os órgãos linfóides primários são os principais sítios de desenvolovimento dos linfócitos no organismo, o timo e a medula são os locais onde ocorre o amadurecimento das células T e B, respectivamente, nestes órgãos os linfócitos se diferenciam a partir de células tronco linfóides, proliferam e amadurecem em células funcionais.
                 A geração de linfócitos nos órgãos linfóides primários é seguida de sua migração para os tecido linfóides secundário ou periférico. estes tecidos secundários podem ser classificados de acordo com as regiões do organismo que eles protegem. O baço se encarrega predominantemente nos antígenos que tem disseminação via sanguínea; os linfonodos elaboram respostas imunes contra antígenos circulantes na linfa, quer tenham sido absorvidos pela pele (linfonodos subcutâneos),quer pelas superfícies mucosas (linfonodos vicerais). As tonsilas, as placas de Peyere outros tecidos linfóides associados às mucosas respondem a antígenos que penatram as barreiras mucosas.
                 Resumindo, podemos entender que os órgãos linfóides primários são onde as células T e B amadurecem, já os órgãos linfóides secundários são onde as células se distribuem. Situação esta que pode se assemelhar ao alface que amadurece na plantação, e se distribuem pelos mercados.


                

opsonização

                 A proteína C-reativa quando ligada à bactéria, promove a ligação do complemento, que por sua vez favorece a ingestão da bactéria pelo fagócito, num processo conhecido como opsonização. Portanto, a opsonização permite o reconhecimento e a internalização das bactérias pelos fagócitos através dos componentes de complemento que reveste a superfície bacteriana.
               Podemos então, comparar este processo com uma ambulância que vai até a vítima, a internaliza e a leva ao hospital, de forma mais rápida e segura.